segunda-feira, 10 de julho de 2017

Hoje o tema é diferente: Fenómeno Facebook.
Não que me incomode o que possam pensar sobre este post mas fica a advertência que é meramente desabafo.
Se um blogue não servir para isso, também não serve para mais.
Para quem acompanha isto à pouco tempo sim, existe um blog "Do sofá para o ginásio" e esta é a página desse blog, apesar de eu não ser como os demais bloguers que na página do face colocam apenas o link do Post. Não o escrevo para fins comerciais, mesmo já várias pessoas mo tendo sugerido. Not going to happen!
Criei isto como um journal e o fenómeno Facebook veio dar mais um propósito diferente à coisa: Identificação de alguma maneira com pessoas que gostam disto.
No entanto, muita gente pensa que exponho aqui a minha vida pessoal.
Falo convosco sobre isto porque achei curioso, como certas vidas são tão desprovidas de vida. Make sense?
No outro dia cruzei-me com uma mera conhecida que esbarrou com a minha página através de amigos em comum e quase ainda antes de me dizer boa tarde, prega com ar de escárnio:
- Ah mas eu não era capaz de expor a minha vida assim! Lá eu queria que soubessem o que faço?
A Ângela, já mais sensata do alto dos seus 37 anos, não a mandou f@#er logo ali porque já ganhei algum calo e já não deixo o meu mau feitio tomar conta da situação, e além de não valer a pena, simplesmente não me interessa a sua opinião e nem a solicitei.
Levantei a sobrancelha e segui o meu caminho.
Mas levou-me a pensar que realmente exista gente que assume que por relatar 1 hora ou 2 horas no máximo, do meu dia estou a relatar a minha vida.
Minha gente, há tanta coisa que acontece na minha vida que para o relatar teria de fazer uns 7 ou 8 blogues!
Claro que ao escrever aqui, isto terá sempre o meu cunho pessoal. É inevitável que pelo meio venha algo extra ginásio, mas daí a assumir este fenómeno facebokiano de que a nossa vida está aqui escarrapachada, por favor!
Sou e serei sempre da teoria que o melhor é vivido offline e fica gravado na memória, que é o único lugar onde deve existir e somente com as pessoas a quem diz respeito.
Não que não adore fotografia e acabo por ser a fotógrafa de serviço pois quem me conhece sabe que sou uma pessoa gráfica (uma imagem vale mais que 1000 palavras).
Mas malta: não, a minha vida não é só isto e não, não "vivo" apenas numa hora de ginásio.
Não tenho de vos justificar isto mas acho que é cada vez mais importante que as pessoas se consigam separar deste fenómeno.
Claro que a hora do ginásio é uma hora bestial mas há tanto a acontecer tanto lá dentro como cá fora, e que nunca será relatado pois como referi: só na memória dos intervenientes é que deve existir.
Carpe diem maltinha, Carpe diem!
#everyoneneedsalife #myjournal


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