sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mirror mirror on the wall

Há uma coisa que cada vez mais me assusta: o pensamento de estado ainda obeso. Eu explico.
Abro as gavetas ou o roupeiro quando vou escolher o que vestir e penso:
- Não visto isto não porque salienta a barriga; isto também não porque pareço uma bola de carne, esta saia não porque está muito justa and so on.
Na realidade todas estas peças de roupa já estão á minha medida e já não estou assim tão redonda. No entanto, no meu cérebro e nos movimentos automáticos ainda sou obesa.
Esquisito não é?
É como se esta ideia do meu corpo estivesse tão enraizada que o cérebro contraria o que os olhos vêm ao espelho.
Outra situação em que isto é notório é na compra de roupa.
Já sei que não uso L ou XL mas há uma dúvida latente quando agarro numa camisola M (S então nem me passa pela cabeça pegar). Parece que é minúsculo e que vou parecer uma morcela com aquilo vestido. No final experimento e está mesmo à medida ou acabo por ter de ir buscar o S correndo o risco de me sentir constrangida se já ficar demasiado justo.
Parece que o corpo não é meu e que não o conheço no sentido prático do dia-a-dia.
Não sei se isto alguma vez aconteceu a alguém. A ideia que tenho é que ao contrário, quando fui ganhando peso, foi tão gradual que fui “aceitando” e assimilando o aumento de peso.
Esta perca de peso também foi gradual mas o pensamento negativo é bem mais forte, não sei explicar bem. Só sei que olho para uma peça de roupa e penso: eu não caibo ai! E no final está mesmo à medida ou até grande.
É algo a trabalhar e certamente os psicólogos (psiquiatras também no meu caso) devem ter uma explicação ou até síndrome para isto (hum… ainda vou pesquisar).
Até lá vou lutando para encaixar-me neste corpo ( e por segurança vou ao oftalmologista glup)…

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